Panorama do Comércio: o que o varejo pode esperar para a reta final de 2025
- Edson Rodrigues

- 27 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
A reta final de 2025 coloca o varejo diante de um cenário que mistura oportunidade e cautela. Com a chegada da Black Friday e do Natal, o consumo ganha tração, mas o contexto econômico exige leitura atenta e decisões bem calibradas.
Indicadores recentes mostram avanço da renda média real dos brasileiros, o que traz algum fôlego ao consumo, especialmente nas categorias mais ligadas à renda corrente. Ao mesmo tempo, a confiança do consumidor ainda se mantém em patamar mais contido, refletindo um comportamento mais racional e seletivo nas decisões de compra.
O crédito segue sendo um dos principais pontos de atenção. Endividamento e inadimplência permanecem elevados ao longo de 2025, e a taxa de juros em níveis altos continua limitando financiamentos e compras parceladas. Para o varejo, isso reforça a necessidade de maior critério na concessão de crédito, estratégias de recuperação e alternativas que reduzam risco sem perder conversão.
Outro ponto relevante é o desempenho desigual entre os segmentos. Enquanto parte do varejo ainda apresenta crescimento, setores mais dependentes de crédito e prazos longos enfrentam desaceleração, o que exige leitura específica por categoria, região e perfil de cliente.
Por outro lado, o comportamento da inflação traz sinais mais positivos. A desaceleração recente abre espaço para um ambiente econômico mais favorável adiante, o que pode contribuir para a retomada gradual do consumo em 2026, caso o cenário se mantenha.
Para este fim de ano, o recado é claro: mais do que apostar em volume, o varejo precisa focar em execução, eficiência e experiência. Giro de estoque, clareza nas ofertas, leitura do comportamento do cliente e decisões baseadas em dados fazem toda a diferença.
O momento não pede improviso, mas gestão consciente e estratégia bem alinhada ao contexto.




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