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CRM não é campanha. É disciplina de relacionamento.

  • Foto do escritor: Edson Rodrigues
    Edson Rodrigues
  • 20 de jan.
  • 4 min de leitura
CRM como cultura, não ferramenta.
CRM como cultura, não ferramenta.


Durante muitos anos, o CRM foi tratado no varejo e em empresas de serviços como uma ferramenta de disparo: campanhas, ofertas, mensagens pontuais e ações reativas. Esse uso limitado gerou frustração, baixo retorno e a falsa percepção de que “CRM não funciona”. A realidade é outra. CRM não é campanha. É uma disciplina contínua de relacionamento, que exige método, dados, governança e constância. Este artigo discute por que o CRM precisa sair da lógica tática e assumir seu papel estratégico na construção de valor, recorrência e fidelização no longo prazo.


O erro de origem: tratar CRM como mídia


Grande parte dos projetos de CRM nasce com uma expectativa equivocada: gerar resultado rápido por meio de campanhas. Quando isso acontece, o CRM passa a ser visto como mais um canal de comunicação ao lado de e-mail, WhatsApp ou push e não como um sistema de gestão do relacionamento.


Esse erro gera alguns efeitos recorrentes:


  • excesso de campanhas e pouco contexto;

  • comunicação desconectada da jornada real do cliente;

  • foco em volume de disparos, não em relevância;

  • dificuldade de provar valor no médio e longo prazo.


Quando o CRM vira apenas um “motor de campanhas”, ele perde sua principal função: organizar a relação da empresa com seus clientes ao longo do tempo.


CRM como disciplina, não como ação pontual


Disciplinas não funcionam por impulso. Funcionam por método, repetição e consistência. CRM segue a mesma lógica.


Uma disciplina de relacionamento bem estruturada responde, de forma contínua, a perguntas fundamentais:


  • Quem é meu cliente hoje?

  • O que ele comprou, quando e por quê?

  • Em que momento da jornada ele está?

  • Qual é o próximo passo mais relevante para ele não para a empresa?


Essas respostas não surgem de uma campanha isolada. Elas nascem da combinação entre dados confiáveis, leitura de comportamento e decisões consistentes ao longo do tempo.


Dados não são o fim. São o começo.


Outro equívoco comum é acreditar que implantar um CRM é apenas centralizar dados. Ter dados não significa saber usá-los.


Empresas maduras em CRM entendem que:

  • dados precisam ser tratados, limpos e atualizados;

  • informação sem critério vira ruído;

  • excesso de indicadores paralisa a decisão.


CRM disciplinado trabalha com poucos indicadores realmente relevantes: frequência, recorrência, valor, engajamento, abandono e resposta ao relacionamento. O objetivo não é explicar o passado, mas orientar decisões futuras.


Relacionamento exige constância


Campanhas têm começo, meio e fim. Relacionamento não.


Quando o CRM é tratado como disciplina, a empresa cria rituais:


  • cadência clara de comunicação;

  • lógica de jornada, não de oferta;

  • acompanhamento contínuo da base ativa e inativa;

  • aprendizado constante a partir da resposta do cliente.


Essa constância constrói confiança. E confiança reduz sensibilidade a preço, aumenta recorrência e transforma clientes em defensores da marca.


Personalização não é chamar pelo nome


Muitas empresas confundem personalização com superficialidade. Inserir o nome do cliente na mensagem não é personalização. É automação básica.


Personalização real acontece quando:


  • o conteúdo respeita o momento do cliente;

  • a oferta faz sentido para o histórico dele;

  • o canal escolhido é o mais adequado;

  • o timing é relevante.


Isso só é possível quando o CRM deixa de ser episódico e passa a ser estruturado como processo.


Governança: o ponto que quase ninguém discute


CRM disciplinado exige governança. Sem isso, o sistema vira território de disputas internas:


  • marketing quer volume;

  • comercial quer venda imediata;

  • atendimento quer reduzir demanda;

  • TI quer estabilidade.

Governança define:

  • quem decide o quê dentro do CRM;

  • quais são as prioridades de relacionamento;

  • quais métricas importam;

  • quais ações não devem ser feitas, mesmo que pareçam tentadoras.


Sem governança, o CRM vira refém de pressões de curto prazo e perde sua função estratégica.


CRM como motor de valor no longo prazo


Quando bem estruturado, o CRM impacta diretamente:


  • aumento de frequência de compra;

  • crescimento do ticket médio;

  • redução de churn;

  • maior eficiência de campanhas;

  • melhor experiência percebida pelo cliente.


Mais do que vender mais, o CRM passa a vender melhor. Com menos esforço, menos ruído e mais coerência.


A maturidade do CRM acompanha a maturidade da empresa


Empresas imaturas usam CRM para disparar.Empresas em evolução usam CRM para segmentar.Empresas maduras usam CRM para tomar decisões.


Essa evolução não acontece por tecnologia, mas por mentalidade. CRM não é projeto com data de fim. É uma prática contínua que amadurece junto com o negócio.


O custo invisível de tratar CRM como campanha


Quando o CRM é usado apenas de forma tática, o custo aparece de forma silenciosa:


  • clientes saturados de mensagens;

  • queda de engajamento;

  • aumento do descadastro;

  • perda de credibilidade da marca;

  • desperdício de dados e oportunidades.


O problema não é o canal. É a falta de disciplina.


Relacionamento é construção, não atalho


Não existe atalho para relacionamento. Existe método.


CRM disciplinado exige:


  • paciência estratégica;

  • clareza de objetivos;

  • constância operacional;

  • liderança que sustente decisões mesmo quando o resultado não é imediato.


Campanhas geram picos. Relacionamento gera base.E no longo prazo, base sustenta qualquer crescimento.


CRM não é sobre disparar mais. É sobre entender melhor, decidir melhor e se relacionar melhor.


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Fonte

Análise editorial baseada em práticas consolidadas de CRM, relacionamento com clientes e gestão estratégica no varejo e em empresas de serviços.


Por: Edson Rodrigues de Sousa

Especialista de Varejo e experiência Cliente.

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