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Jornada do Cliente

  • Foto do escritor: Edson Rodrigues
    Edson Rodrigues
  • 17 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

A jornada do cliente é todo o caminho que uma pessoa percorre na relação com uma empresa, desde o primeiro contato mesmo antes de saber que a marca existe até depois da compra, no uso, no suporte e na fidelização.

É, literalmente, a história completa da experiência do cliente com a marca. E essa história é feita de etapas, emoções, expectativas, dúvidas, frustrações e encantamentos.


O que compõe a jornada do cliente?


  • Descoberta: quando o cliente percebe que tem um problema ou desejo.

  • Consideração: ele pesquisa, compara, pergunta, avalia opções.

  • Decisão: escolhe onde comprar ou com quem contratar.

  • Compra: vive a experiência no ponto de venda, no site, no atendimento.

  • Uso: recebe, instala, utiliza é onde a promessa precisa virar realidade.

  • Suporte: se algo der errado, ele sente se a empresa está ao lado dele ou contra ele.

  • Fidelização: quando a experiência é tão boa que ele volta, indica e vira fã.


Por que isso importa?


Porque cliente não vive processos internos vive a experiência. Se a empresa não mapeia a jornada, ela cria acidentalmente pontos de atrito, ruído e frustração.

Quando a jornada é desenhada, a empresa:


  • entende onde o cliente sofre,

  • onde existe desperdício,

  • onde pode encantar,

  • e onde precisa evoluir.


A jornada do cliente é o mapa que mostra o que realmente importa para ele e o que realmente precisa mudar dentro da empresa.

A jornada do cliente não acontece nos PPTs da empresa ela acontece na vida real. A cada clique, a cada dúvida, a cada visita, a cada expectativa atendida (ou frustrada).

E quando a empresa não mapeia essa jornada com intenção, o que surge não é criatividade… é caos operacional.

Porque:


  • Um passo mal estruturado gera atrito.

  • Um atrito ignorado vira reclamação.

  • Uma reclamação não resolvida se transforma em perda de vendas, desgaste de marca e quebra de confiança.


É uma reação em cadeia que começa pequena, silenciosa, mas que explode no resultado todo mês.

Por isso, mapear a jornada não é apenas uma técnica de CX. É um ato de humildade corporativa.

É admitir que o que a empresa enxerga como “processo” o cliente sente como “experiência”. E que a percepção dele é o termômetro mais verdadeiro sobre onde estamos acertando… e onde estamos falhando feio.


O que muda quando a empresa encara a jornada pelos olhos do cliente?


Tudo.

As prioridades mudam: O que parecia “urgência interna” perde espaço para o que realmente dói para o cliente.

A experiência sai do discurso e vira prática: Não adianta dizer “somos customer centric” se o cliente tem que repetir três vezes a mesma história no atendimento.

Os processos deixam de ser sobre a empresa e passam a ser sobre pessoas: Troca-se burocracia por fluidez. Troca-se formulários gigantes por simplicidade. Troca-se silos internos por colaboração.

O cliente deixa de ser número e vira propósito: A lealdade nasce quando ele sente que a empresa realmente se importa.


Exemplos reais de gargalos que um bom mapeamento revela


  • Comunicação falha entre vendas e entrega: cliente compra rápido, mas recebe devagar.

  • Promessas de marketing que a operação não sustenta: campanha linda, experiência quebrada.

  • Excesso de passos no processo: cliente precisa fazer mais do que deveria para algo simples.

  • Atendimento desconectado: cada canal diz uma coisa diferente.

  • Pós-venda inexistente: a empresa some depois de finalizar a venda e o cliente também.


Tudo isso aparece com clareza quando a jornada é mapeada com profundidade.

No fim…

Só entende a jornada quem se dispõe a caminhar com o cliente, e não à frente dele com uma lanterna desligada.


Qual é hoje o maior gargalo da jornada na sua empresa e por que ele ainda existe?

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